quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Inconstância

As vezes eu sou silêncio assim mesmo. Começa de repente, entre um riso e um comentário bobo. Me calo, me fecho, guardo o dilúvio de palavras em mim. Sem porques. Só pra ficar quietinha no meu canto, analisando, pensando, observando. Por vezes, apenas existindo.
Me tranco pro lado de dentro de mim mesma e fico lá, ouvindo as pessoas conversarem do outro lado da porta, sem a mínima vontade de ouvi-las, ou pior, responder a elas.
Preciso desse escape. Desse momentinho de gente fresca que não aguenta viver ligada 24 horas. Gente assim, como eu. Aí eu viro silêncio. Porque não sou um conceito formado. Não sou uma posição fixa. Eu sou mudança. As vezes muda, as vezes dança. Eu sou tagarelices absurdas somada com quietudes profundas. Não conheço a constância de ser. E gosto de desconhecer.