domingo, 6 de abril de 2014

Âncora

Eu abro um livro qualquer, leio até não conseguir mais. Coloca uma música alta. Pulo na piscina, corro até o mar. Eu afogo nisso tudo, pra não me afogar em mim. Me afogo no que me distrai, pra não afogar nas lágrimas que fazem cair. Todos os dias.
Elas sempre caem de alguma forma. Mas se não fujo delas, eu morro sufocada. Você não as impede, ninguém as impede, porque ninguém as vê. Se vê, não liga.
Não aprendi a navegar ainda, sou uma eterna âncora e você vive me jogando no mar. E eu vivo a afundar porque a única boia que poderia me salvar é o amor, mas você não me ama e aí eu vivo morrendo afogada.

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