sexta-feira, 4 de abril de 2014

Agonizando

Guardo o silêncio, pra não destilar veneno. Apesar de tudo, eu os amo. Amo mesmo quando me magoam, quando me ignoram, quando me excluem. E amo tanto a ponto de não conseguir usar palavras que possam os ferir de alguma forma, ainda que mereçam ouvir, ainda que as palavras sejam verdadeiras. Guardo o silêncio, engulo seco a decepção, a raiva, o choro. Implodo, pra não causar danos à ninguém.
Mas canso, porque sou humana, e meu coração deve ser pequeno e frágil demais, porque se entristece muito fácil com atitudes e palavras desnecessárias. E, um dia na vida outro na morte, acabo soltando algumas verdades não ditas por não aguentar mais engolir tudo isso. E me arrependo, e me sinto culpada, e peço desculpa, e tudo volta a ser como era antes. E dói da mesma forma como doía antes.
Algo tem que estar errado, porque atenção não se exige. Amor não se implora. E eu faço as duas coisas diariamente. Porque tenho muito defeitos, mas falta de amor, de atenção, de cuidado, nunca foi um deles. Então não sei porque eu não posso simplesmente encontrar alguém na minha vida que me faça sentir amada. Alguém que posso gostar de ouvir as batidas do meu coração, como eu gosto de ouvir a de vocês. Alguém que me escute mais e preste atenção em mim. Me olhe dormir como eu os olho sempre que posso. Não precisa me dar nada mais, só me dê o que eu dou. Só faça por mim o que eu faço por você. Basta. Eu só preciso de alguém que seja recíproco, porque amar mais machuca, amar demais machuca mais ainda, mas amar sozinha é agonizante e eu ando agonizando por tempo demais.

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