sábado, 15 de março de 2014

O problema do amor é esse. Nos piores erros e falhas e mágoas que acontecem, não é a pessoa que você quer matar, mas a si mesmo. O problema do amor é que ele perdoa o imperdoável, aceita o inaceitável, não cobra nada quando se faz doar inteiro.
O problema do amor é que ele é amor mesmo sem ser retribuído, é amor pra suportar o descaso, é amor pra aguentar os bons e maus dias, é amor pra se estar por perto quando ninguém mais esteve e pra se estar por perto quando todas as companhias parecem ser melhores que a sua. Continua sendo amor, continua sendo benigno, inocente, infinito em sua imensidão. É amor pra quem não merece, não quer e não liga. Amor pra suportar orgulho, traição, ignorância, estupidez e não deixar de querer bem nem por um instante.
O amor engole o choro todos os dias só pra continuar amando. Cuida, cura, ameniza, alimenta. É esmagado e desprezado todos os dias. Jogado pra escanteio, pra reserva, pra escape, pra estepe. Mas continua, e não deixa de existir, e não pára de crescer e não muda e resiste às piores palavras, aos piores atos. Porque é amor, não importa o que você faça, não importa o que façam pra você. É amor, e você sabe que é quando descobre que a única pequena chance de ser feliz é fazendo feliz quem você ama. É amor e você tem certeza disso quando nem mesmo suas piores mágoas daquela pessoa conseguem fazer com que se afaste dela.
Amor é isso, algo próximo do masoquismo de tão altruísta que é. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. E dói. Caso contrário, não seria amor, mas nem todo mundo ama, não é?

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