terça-feira, 1 de outubro de 2013

Quando frases de livros fazem sentido

Eu vim pra milhares de quilômetros longe do seu cabelo liso e preto e suas camisas xadrez, mas acho que deixei minha pele aí, porque não sei mais sentir nenhum toque sem achar que é uma agressão, como se meus músculos estivessem expostos. E não te descarto, vai ver, por isso. Te deixei minha pele, e meu coração também. Com tantos outros sorrisos que pudessem me encantar por aqui, acho que esqueci meus olhos nos seus bolsos. E qualquer pouco que você sinta por mim, já faz minhas pernas tremerem. Olha que idiota que eu sou, feito uma pomba a ciscar migalhas que você joga sentado no banco da praça. Achando isso quase que suficiente, achando que você esqueceu de me dar parabéns no meu aniversário e não cogitando a possibilidade de ter sigo ignorada. Com tanta gente aí fora que eu sei que gostaria de gostar, me encontro entalada, empacada num sentimento que existe só em mim e do qual não consigo me desfazer. Sentimento gordo que ocupa todo o espaço dentro de mim e, egoísta, não me deixa sentir mais nada por ninguém. Olho pro espelho e me dou um tapa na cara, perguntando-me como posso ser tão estúpida e aceitar tão pouco. O reflexo responde com outro tapa na cara em forma de palavras, já lidas em algum livro, ouvidas em algum filme: "A gente aceita o amor que acha que merece."

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