sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sentido

Se faz de uma junção de brisa e sol que eu não sei explicar. Fico leve, flutuo, viajo, reproduzindo melodias na minha cabeça. Exagero que sou na intensidade, sou também no excesso de imaginação. Fechar os olhos e sumir, sentir desintegrar o corpo e virar pó cristalino que voa pela praia sem rumo certo. Sou fácil, é essa a palavra. Levada pelo ar, sinto-me bolha de sabão, formando arco íris, e que se esvai até explodir em gotículas brilhantes. Difícil que me faço em adquirir confiança, fácil me tornei em sorrir boba pra qualquer coisa perdida.
Perdida. Também sou e me encontro nessa perca de mim mesma. Mistura sensitiva de um tudo que toque a alma, tire o centro, deixe só a sensação. De um tudo que me tire a razão, deixe-me puro sentir, toque como toca-se um instrumento, ritmado. Porque sou música também, minha batida ressoa dançante, meu coração bate musical. Qualquer afeto já me afeta, qualquer sorriso já me desperta. 
Poesia que dança frente aos meus olhos ávidos de arte, aguço meus ouvidos que vibram ao timbre da voz que recita mansinho. Minha pele que arrepia ao mais suave encostar. Me desfaço em tons pastéis de cores solares e me refaço em tanta complexidade do mundo, tão simples de se ver. Aprecio e degusto, grama verdinha e terra molhada, inspiro céu azul. E, toda boba, rio, de tanto mar que sou. Porque o infinito cabe no piscar dos olhos e não é pra fazer sentido, é pra ser sentido.

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