sexta-feira, 14 de junho de 2013

Em frente

Agora sou só eu comigo mesma e a dúvida de saber se o caminho é o certo, ou se a escolha é a melhor. Eu e o que quero ser e como pretendo viver e para onde vou, todos trancados num quarto até nos resolvermos. No que ainda tenho que melhorar, quantos dias ainda restam para chorar, quantos passos nesse labirinto até acertar e encontrar a porta?
Tantas coisas deixadas pra trás, quantas ainda hão de vir? Tanta gente que perdi, quantos ainda hei de ganhar? Tudo que sei é continuar, dia após dia, mesmo que sem um roteiro para seguir. Continuo meio que às cegas, acreditando no distante tão próximo, abstrato tão tocável, crendo que vou achar um mapa e vou saber decifrá-lo.
As vezes eu paro de andar e sento e penso em desistir, em voltar, em morrer por ali mesmo. Mas quem pode prever e adiantar os acontecimentos? Quem pode detê-los? As vezes sigo acreditando que vou encontrar uma estrada bonita e ser feliz só de caminhar através dela. Abro os olhos e estou outra vez indo para onde não sei ir, não sei chegar, não sei se é um lugar ou um estado de espírito.
Entre lágrimas desesperadas e silêncios profundos, alguns poucos risos perdidos, me deparo com os pés ainda movimentando-se, involuntariamente, como se tivessem vida própria e decidissem por si só que manteriam o passo. Não sei onde me levam, não faço ideia do porquê me levam. Passo por muitos espinhos, asfaltos quentes, florestas sombrias e, vez ou outra, por campos e vales cheios de beleza e magia, cheios de encanto. E continuo, mesmo sem saber. Sei, apenas, que sou carregada para um horizonte que não consigo enxergar. E tenho medo de nunca chegar a algum lugar ou de chegar e não ser bem recebida.
Tem muito medo em mim, mas ele não me pára, não consegue impedir minhas pernas de se movimentarem, porque acho que a coragem ainda é maior. Não tenho controle nenhum sobre nada, todos dentro de mim escolhem sozinhos suas próximas ações e só o que eu sei é que não sei o que me espera, mas vou em frente e se houver felicidade, eu estou dentro. Vou e enfrento. Porque, no fim de tudo, só existe um único caminho que realmente importa: aquele que faz sorrir. 

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