sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pra sorrir

E, com quase 20 anos nas costas, tudo que eu queria agora é um balão, daqueles de gás que deixava a gente maravilhado quando éramos crianças, lembra? Então, eu ainda fico maravilhada com eles.
Se tivesse que enumerar meus desejos numa lista, em segundo lugar, eu diria soltar pipa. Porque não importa quantos aniversários você já comemorou, soltar pipa é como ser ingênuo novamente, e achar que a maior felicidade que se pode ter é um céu azul e uma boa brisa.
Um pirulito daqueles que pinta a língua de azul. Um lanche que vem com brinquedo. Uma noite estrelada com direito a luzes de natal, luzes de festa junina ou qualquer outra coisa que seja motivo pra ter luzinhas. Um parque de diversões. Uma noite com amigos e um violão. Um sorvete. Um escorregador. A felicidade pura e intensa de subir numa árvore, procurar um trevo de quatro folhas e deitar na grama. Olhar a lua cheia, sentar na areia pra assistir o mar viver.
Lá vai ela pro balanço, achando que tem 5 anos outra vez. A vontade de balançar até tocar o céu, vontade de ver quem salta mais alto, quem ri mais forte. Vontade de um algo de amor puro. Um algo de ser criança pra poder sorrir. Porque sinto falta da felicidade: um algo de ser feliz.

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