segunda-feira, 5 de novembro de 2012

[Muda]nça

Eles correm por todos os lados, vencem tantos obstáculos e, por alguns, deixam-se cair. O caminho ora fica torto, ora fica louco. Todo o mundo corre atrás, mas ninguém liga de verdade. E não importa que chova, que molhe, que corra, que chore. A vida segue, o tempo continua, porque o mundo não pára de girar e girar e girar, e tudo gira junto, e tudo fica do avesso. Quando abrem os olhos, e tudo é paraíso de novo, e a água é límpida novamente, e as flores são aromas outra vez, e o sol começa a nascer. Até que, talvez, chegue a tempestade. Até que, quem sabe, venha o furacão. Porque as belezas acabam, e tudo fica triste só para que, no instante seguinte, possamos sorrir, as vezes mais, as vezes nem tanto. Mas o sol sempre aparece, mas o céu é sempre azul, mas as nuvens sempre choram. Pra ver se vira o tempo, e fica do avesso e atravessa o mar pra chegar no deserto. E tudo vira nada, porque tudo é muito e nada é muito pouco. Aí chega o que não foi, e cai o que nunca parou em pé. Até que começa a mudar, porque mudança muda e muda tanto que acaba ficando mudada. Acaba ficando assim: igual. Assim, muda.


Não sei mais escrever e nada tá fazendo sentido nenhum, se é que algum dia já fez. Sinto muito.

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