quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Morrer de arte

Tenho certa repulsão pelas pessoas as vezes, pelas suas crueldades, e sujeiras e nós. Não nego, não, porque seres humanos são mesmo complicados. Mas quando esqueço de ver a parte feia, me emociono com esses seres. Ouço uma musica bonita, e tenho dores no coração de tanta felicidade instantânea. Vejo as artes: poesias, músicas, pinturas e belezas que essas mãos tão falhas e tão humanas foram capazes de criar, e fico encantada. Porque, para fazer arte, é preciso um coração tão delicado a ponto de sentir os mais leves e sutis sentimentos, e isso é tão raro entre nós! Por isso, escrevo sobre essa magia que, vez ou outra, invade os poucos corações nobres que ainda circulam e batem por aí. 
Vejo, ouço e sinto as pessoas, e seus corações, e suas canções e suas formas de se expressar. E tenho vontade de chorar. Um choro de alma, um choro de gratidão e felicidade por ter sido tão forte e delicadamente tocado. Um choro de amor, de beleza excessiva, de excesso de poesia. Um choro de quem reconhece que a humanidade é suja e podre, mas, vez ou outra, sabe ser pura também.
Quando vejo uma pessoa expressando sentimentos verdadeiramente, sinto leveza na alma. Porque a arte é isso, libertação de espírito e não há quem não morra um pouco disso. Eu, por exemplo, morro bem mais que só um pouco, e morro diariamente, e morro feliz, porque não há felicidade maior que morrer de arte.

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