quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sobre o amor




Tenho escrito tanto sobre amor, porque ele me intriga. É tão concreto, e tão abstrato ao mesmo tempo, que me confunde. Amor é tão bonito, tão selvagem, tão maluco. E não há quem não morra um pouco de amor. Porque amar é um absurdo sem tamanho! É ver azul, onde tem marrom. Enxergar beleza em tudo, em todos. Acreditar no mundo, em si mesma, nas pessoas. Perder a noção do tempo, da vida e nem ligar. 
Amar é pular de um precipício escuro e medonho. Primeiro você não quer pular, desiste e dá meia volta. Aí bate uma vontadezinha de sentir aquela sensação de queda livre, e você volta para a beira do buraco, mas exigindo equipamento de segurança. Depois você toma coragem, pega impulso, corre até a borda e pára. Pensa bem, respira fundo, aperta bem o paraquedas, checa tudo de novo o equipamento e verifica seus batimentos cardíacos. Então você dá uns 5 passos pra trás e pensa: agora eu vou! E você corre e pula. Sente frio na barriga, medo, emoção, felicidade instantânea e esquece de pensar. Vai caindo precipício abaixo e esquece de abrir o paraquedas também. Daí você morre.
Amor é isso. Cair todo dia de um penhasco, e querer pular de novo no dia seguinte. Morrer todos os dias, e gostar de morrer, e querer continuar morrendo, e ressuscitar só pra morrer de novo.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo blog,simplesmente fantástico o seu post,a sua forma de escrever..o amor é complicado de se entender mesmo! =s
    Adorei o seu cantinho.rs
    Se quiser da uma passadinha no meu:
    http://comamoremaiscaro.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Obrigada! é muito bom encontrar pessoas que se identificam com nosso modo de sentir. :)
      Seu blog também está de parabéns, dona moça. Gostei muito.
      :D

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