sexta-feira, 15 de abril de 2011

O tipo de amor que eu quero


Nem sempre a gente quer um amor. Uma paixonite, um compromisso ou um rolo qualquer. 
As vezes, quase sempre, eu me vejo querendo um amigo, daqueles para quem se conta absolutamente tudo na vida. Só um amigo, para quem você não precisa dar satisfação, mas dá mesmo assim porque quer. Porque amigos não ligam se você sair com roupa de ficar em casa, te chamam de chata, te carregam nas costas, te protegem de corações partidos e enxugam suas lágrimas. Amigos te fazem rir de tudo, rir até doer a barriga; cuidam de você quando fica bêbada, dão risada de seus tombos e te dão a maior bronca quando você é irresponsável demais; te ensinam a jogar futebol, trocar pneu e andar de skate. Amigos te irritam, te xingam, perdem a paciência, brigam com você e te batem. Amigos homens sempre querem bater no cara que partiu seu coração, estão sempre prontos para te ouvir, sempre te abraçam tão forte que te deixam sem ar e nunca se importam de serem vistos com uma menina.
Então, por melhor que possa ser essa coisa de se apaixonar, eu ainda prefiro ter um amigo.
Porque, pensando bem, a amizade é muito mais fácil que o amor, e ao mesmo tempo, muito mais complexa. Amizade é um tipo de amor que não acaba, não machuca. E é isso que eu quero, alguém para amar sem essa parte complicada, de ciúmes, alianças e compromissos. Alguém para me amar sem nenhum outro interesse. Uma pessoa com quem você vai andar de mãos dadas não por obrigação, mas por vontade própria. Um amigo, desse melhores, sabe? Um bom amigo, desses que são para sempre. Desses que, quando te perguntarem se ele é seu amigo, você faça questão de dizer:
- Não. Ele é meu melhor amigo.

Um comentário:

  1. Medo de perder meus amores, medo de eles já não serem mais.

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