quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As coisas grandes

Eu vou confessar que estou meio cansada do pouco. Cansada de me contentar com qualquer coisinha, de me sentir feliz por apenas poucas horas, e de me convencer a ficar satisfeita com isso.
Cansei de sempre tentar achar felicidade em migalhas.
Eu quero de volta as coisas grandes. Aquela felicidade tão grande que te faz rir a toa, aquela satisfação que te embrulha o estômago. O sorriso grandão, e aquela risada com vontade, de doer a barriga. Porque as pequenas coisas, os detalhes e as pequenas razões ainda valem sim, ainda satisfazem. Vale a pena viver por isso, é suficiente e basta. Mas não transborda. Faz muito tempo já que não tem aquela alegria de criança em noite de natal, a alegria contagiante que te faz perder o ar. E sinto uma falta imensa disso tudo. Do sorriso inevitável, que insiste em ficar nos lábios, do otimismo anormal e do humor inabalável. 
Eu quero de volta essa felicidade louca que dá vontade de gritar, rir e chorar ao mesmo tempo. Essa coisa boa que a gente sente, que parece que o mundo todo é lindo. 
Quero ter, outra vez, os olhos que vêem uma beleza tão grande no mundo que chega a doer. Os lábios que encontram maravilhoso sabor até mesmo na água. Quero as coisas grandes de volta, que são grandes na essência de sua simplicidade. E não acho que mereço apenas um pouco dessa grandeza, porque eu quero muito dela. Quero uma grandeza grande, que me ocupe por inteira; tanto que não haja mais espaço para qualquer outro sentimento. Sinceramente, acho que mereço, sinto-me no direito. 
E não vou abrir mão outra vez.

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