sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O que nós somos

Amar é coisa de bobo. Porque é isso que sei, é isso que eu sinto.
Nós dois conversando, o meu riso debochado e a sua mão flutuando pela janela do carro. É o que nós somos. Quando eu cedo espaço em mim para caber você. É isso que é, independente de como chamam por aí.
Amor, afinal, não é nenhuma palavra importante. É só uma entre tantas outras. "Eu te amo" não é especial, no fim das contas. Mas você segurando minha mão, isso é diferente. Você me carregando nas costas e me roubando um beijo, isso é especial.
E é isso que eu sei, não é simplesmente amor. Amor é pouco demais, pequeno e fácil demais.
Somos nós e o modo como nos tocamos. Eu e você, e o encaixe perfeito de nosso braços. É isso que te torna tão meu. Não o amor.
Não esse amor que não pode significar tanto sorriso, tanta lágrimas, tantas brigas e tanta compreensão mútua. Não essa mera palavra curta e sem grande abrangência, que só absorve carinho, além de si mesma.
Nossas mãos entrelaçadas. É o que me torna tão sua. Não esse conjunto de quatro letras, que não se estende para a amizade que cultivamos, para a raiva - algumas vezes - ou para a quantidade de equilíbrio que precisamos.
Amar é uma palavra vaga demais para caber tanto significado, um sentimento pouco demais para abrigar tudo isso que nós temos. E talvez seja por isso que eu gosto tanto de você. Porque você não simplesmente ama, você é tudo que o amor não consegue agregar, você é o que as palavras não conseguem distinguir. E assim como eu sou, você é, apenas.  
E ser é muito melhor.

Um comentário:

  1. "Eu e você, e o encaixe perfeito de nosso braços."
    "E ser é muito melhor."

    Falou tudo.

    =*

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