sábado, 4 de dezembro de 2010

Mariana

Era Mariana não pelo nome sozinho, mas porque a mãe queria Maria e o pai gostava de Ana.
Mariana que andava na rua, por causa da leveza herdada da mãe, mas se agarrava às calçadas devido a segurança do pai. Teimosa e birrenta, um retrato falado daquela que a colocara no mundo, mas compreensiva e obediente, só para contrariar. Bossa nova e rock'n'roll. A mistura mais doce, feita do mais amargo sabor. Mariana que era duas em uma só. O alcool do pai com o açúcar da mãe.
A mãe com o sorriso leve, e o pai sempre sério, e Mariana, que nada mais era além da soma dos pais, mantendo-se bipolar.
Ela que era a Mariana, mas não deixava de ser um pouco mais Maria e um pedaço maior de Ana. O pai que era bravo, e a mãe que era sossegada, e, juntos, levavam Mariana a ser contraditória.
A mãe que insistia no sim, e o pai que trovejava um não, enquanto Mariana, que era a junção pura dos dois, sempre pensava: "E se..?"

Um comentário:

Toda ação gera uma reação. Eu agi, agora é vez de vocês reagirem. :)