quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Narcisismo

Eu já quis não ser eu. Tive dias difíceis em que eu decidi simplesmente me ignorar.
Tive medo, tive coragem.
Já quis sentir menos saudade daquela pessoa que nem era tãão próxima assim, mas que me fazia um bem inexplicável.
Eu tentei fazer omelete sozinha também. Não deu certo.
Eu já tive vontade de ser amiga daquela menina que sempre passava por mim e dava um risadinha constrangida. Já tive vontade de abraçar aquele menino que estava sentado no muro chorando sem causas aparentes e dizer que tudo vai ficar bem.
Algumas pessoas já que me magoaram, e eu conheci mais pessoas más do que boas. Mas as boas, valiam por todos os seres humanos que eu já vi na vida.
Poucas pessoas me encantaram, mas essas que o fizeram me deixaram a ponto de eu não conseguir parar de olhá-las.
Eu já me culpei por ter falado demais e por ter ficado quieta quando deveria ter colocado as palavras para fora.
Eu já gostei de mim mesma como eu sou, e já me detestei por ser assim.
Tive muitos problemas, mas guardei muitas soluções.
Já aprendi sem querer, já errei sabendo que ia errar. Já sorri por cortesia, já chorei apenas por chorar.
Descobri que eu já tive muitos prós e contras, e que eu sou um ponto de interrogação em uma oração restritiva.
Percebi que não posso ser outra pessoa, mas que posso mudar quem sou.
Descobri que as vezes eu sou eu sem perceber, e que outras vezes eu forço para ser alguém diferente e acabo sendo eu novamente.
Então mesmo que não agrade a ninguém eu sou assim, dessa forma que você vê, desde o primeiro fio de cabelo até o ultimo dedo do pé.
Concluo então que só existe uma única forma de ser, e é exatamente aquela que você é. Independente de como você seja; independente de quantas vezes você mude; independente de isso ser algo positivo ou negativo.

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