sábado, 10 de julho de 2010

Vital

Daqui consigo ouvir o tum-tum, um som familiar. Um som que soa como música aos meus ouvidos e que, sem ele, eu morreria. E quando eu percebo esse batimento ao fundo, imploro para que ele não pare jamais. Peço com todas as minhas forças para que esse toque, essa música que é o núcleo do meu mundo particular, continue até o fim dos dias. Ou pelo menos, até o fim dos meus dias.
Eu sei que é meio estranho o desespero que eu tenho. É exagerada demais essa minha ânsia por uma só pessoa.
Mas é que eu tenho andando com medo, desde então. Porque foram tantos batimentos os que eu perdi. Tantas músicas pararam de tocar; tantos instrumentos que não soaram mais.
Então, não me culpe se eu parecer obssessiva demais com esse coração; não me culpe pelo fato desse pulsar ser meu porto seguro.
Eu só quero mesmo o seu sangue correndo por suas veias, como sempre foi. Eu quero que seja sempre assim, para sempre. Quero seu fôlego em abundância, seus olhos piscando no mesmo intervalo de tempo que sempre piscaram. Isso é vital para mim.
Já me perguntaram qual era o meu maior sonho, e eu nunca soube responder. Mas hoje, o dia amanheceu mais claro, e eu entendi que não preciso de nada, absolutamente nada quando tenho você aqui. Eu só preciso de uma certeza na vida, e é essa que ainda me faz respirar. É essa, de que seus pulmões estão cheios de ar e de que seu coração está batendo no ritmo de sempre, no compasso certo.
É o único motivo que me impulsiona para frente. A única razão pela qual eu ainda luto.
É simplesmente a única certeza que eu preciso ter para continuar vivendo.
Então, me apertando contra teu peito e ouvindo essa melodia, eu peço silenciosamente com toda a minha fé, com todas as minhas forças e com toda a minha vontade: Nunca pare de bater.

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