quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crítica

Eu não sou do tipo que entra em comunidades no orkut com dizeres revolucionários só para parecer legal. Eu sou do tipo que abre a boca e, se posso, contesto, questiono, protesto. E, ao meu ver, o que anda faltando é ação. Eu quero ver o show acontecer, quando essa geração vai perceber que não há mais para onde correr? Eu não quero ter que ver o Serra divulgando que faz 'melhorias na educação' quando, na verdade, ele quase dobra a quantidade de vagas em uma escola sem se quer mexer na estrutura. Agora, é o seguinte, o mundo está perto do ralo e a população em vez de servir de tampa, age como rodo. E então todos se perguntam o que vai ser do mundo, enquanto estão sentados em frente a tv, comendo um hambúrguer e criticando o governo. O estado está mesmo fora de controle, o país já nem sabe mais qual é o significado de 'ordem', mas ainda existem os que se importam, e quando fazem a revolução ganham o nome de 'baderneiros'. Eu vejo uma sociedade hipócrita que não briga pelo que vale a pena, abre processo só porque comprou uma roupa com defeito. Eu sinto emanar das pessoas um sentimento ruim. Não vejo olhos solidários e muito menos mãos limpas. Só restam corações petrificados e mentes alienadas, consciencias pesadas. Só o que se sabe é a nova coleção da Colcci e o novo lanche do Mcdonald's. O único propósito na internet é o twitter. Ser honesto hoje em dia, é ser brega. Porque para fazer parte da moda, você tem que ser esperto, no sentido traiçoeiro da palavra. Enquanto pessoas morrem de frio e de fome, é isso que o mundo faz. Vejo daqui uma nuvem de poluição e uma camada de egocentrismo. Um material tóxico anda habitando entre os seres humanos. E a única preocupação do Lula é a copa de 2014. Os únicos heróis são o Michel Jackson e o Ellano. Todas as empresas do mundo tentam convencer-nos de suas boas ações para com o meio ambiente, mas durante a noite quando passamos em frente a uma fábrica, simplesmente fingimos que não estamos vendo aquela 'pequena' nuvem de fumaça preta, e o que nos leva a fazer isso?
Enquanto alguma parte sã da juventude tenta resgatar o espírtio Che Guevara, a grande maioria alienada compra uma camiseta dele no shopping para ser cool. E quando o sentimento revolucionário presente nos sãos explode, então partimos para a revolução. E somos apredejados, atacados, tratados como marginais praticando vandalismo. É essa a sociedade que muitos se orgulham de fazer parte. É essa a verdade varrida para debaixo do tapete e escondida a todo custo atrás das cortinas. Não há interesse pelos interesses, e isso sim é uma bela de uma contradição. Não há nada que nos impeça de ver o que está acontecendo, apenas nós mesmos. A globo tem manipulado tudo e todos, e estes aceitam de bom grado porque querem. Mas quando o mundo estiver acabando, virá a humanidade inteira querer impedir. E só o que andamos pedindo é a 'descoisificação'. Trata-se apenas de ser humano, de ter um coração e de ter a capacidade de doar-se em prol de um lugar mais respirável. É isso que nós buscamos. A paz, o conceito, o respeito.
Gritamos a plenos pulmões até que tenhamos forças o suficiente para fazer de nossas palavras, ações. No fundo, todos vocês sabem que a hora está próxima, e que quando chegar levantaremos a bandeira e declararemos guerra. Formaremos um exército para lutar pela paz, pela decência.
Mas esse dia chegará, mesmo que hoje muitos tenham a cara de pau de gritar que querem mudar o mundo enquanto estão com a bunda colada no sofá. Tenho, porém, que reconhecer que estes fizeram sua parte; parabéns, olhem ao redor de si mesmos e digam-me agora o que vêem, contem-me o que fizeram.
Porque eu ainda vejo pessoas morrendo e animais sendo maltratados, vejo o mal crescendo e nós aqui, de braços cruzados.


"Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar."

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