quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dor do nada

"[...]Como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria."


De uns tempos para cá eu mudei minha concepção sobre o que significa dor, no sentido emocional.
Uma pessoa pode achar que a pior dor no mundo é aquela que se sente quando se perde um filho. E, colocando em prática minha nova teoria, eu concluo que pior que perder um filho é nunca ter tido um quando se teve vontade.
Pior que a dor de um divórcio, é a dor daquela que queria casar e nunca conseguiu.
Quando se tem algo ou alguém, a dor de perder não é tão grande. Porque você teve, e é esse o ponto. Você terá lembranças do momentos juntos e você saberá que aquilo existiu de verdade, mesmo que hoje não faça mais parte da sua vida, você saberá que fez um dia. E isso basta. Isso deveria bastar.
Mas e aquela dor do nada? Aquele vazio que nos corroe gritando por um preenchimento?
E aquela angústia insuportavel de saber que não existe nada para você? Nada para ocupar aquele lugar vago?
Aquele que perdeu o que tinha que me perdoe, mas essa dor de não ter é muito pior.
Um buraco cavado por alguém dói menos do que aquela cratera vaga em seu peito, cavada por si própria, sem autor nenhum.
Então Bella, controle-se! Você diz que tem um buraco no seu peito porque o 'amordasuavida' foi embora, mas não sabe que o buraco no peito daquelas pessoas que não tem 'amor' nenhum na vida é dez vezes mais fundo que o seu. Contenha-se e contente-se. Pode parar de drama.



Eu queria ser da turma dos que perdem.

Um comentário:

  1. Olá querida! Compartilho contigo a mesma opinião: a dor do vazio é MESMO ainda pior. Sei bem, e ao mesmo tempo, entendo a dor alheia...Mas como o vazio, acho que nada igual.
    Um beijo, e te sigo!

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