quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contradição

Um parêntes entre a liberdade e a prisão. Um pouco de cada um, talvez.
Mas eu não gosto de duas medidas.
Um trégua entre o tudo e o nada.
Um ponto de interrogação antes do sim e depois do não. Talvez? Talvez. Incerto demais pro meu gosto.
Tenho os dias do branco, e tenho os dias do preto.
Não existe balanço, e cinza é meio termo demais.
Se é quente pode me fazer gostar de frio. Se é frio eu gosto de preferir o quente.
Um terremoto forte e doce e salgado se juntam, mas porque se não ficam bem juntos?
Não gosto de um lado só, nem do outro só. Não gosto do meio termo e nem dos dois juntos.
Então se quem quase vive já morreu, porque quem quase morreu ainda vive?
Como faz?
Talvez não haja mesmo solução, e a tradução de Brenda seja contradição.

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