terça-feira, 30 de março de 2010

Talvez eu seja louca.

Eu nunca gostei do constante, sempre mudei tão rapido que ele nunca me acompanhou. Eu detestava pagode, mas tive uma época negra onde eu escutava estilos alternativos. A minha raiva sempre foi para dentro, como se eu  implodisse ao invés do contrário. Eu não sei desenhar estrela e minhas flores sempre ficam com uma pétala apertadinha no meio de outra duas que estavam espaçadas um pouco além do normal. Quando eu olho as estrelas eu tenha a impressão delas serem asterísticos e se eu piscar duas vezes, elas somem. Se eu encostar o ouvido numa concha, vou ouvir o barulho de vento passando pelo vidro meio aberto do carro em média velocidade. Eu tenho meus dias. Tem dia que eu gosto de você e, a não ser que tenhamos uma ligação muito forte, vão haver dias que eu simplesmente não te suportarei. Eu sei que fico bem de verde, mas desde quando você falou isso para mim, parece que as minhas roupas cor-de-mato fugiram. Uma vez me disseram que eu era muito desesperada e que tenho mania de revolução, e no mesmo dia eu ouvi que pra ser mais calma e mais sossegada que eu, só duas de mim. Então, as vezes eu não sei o que pensar. As vezes eu nem penso direito e meio minuto depois é como se meu cérebro tivesse pulado esses 30 segundos anteriores. Eu não sou dautônica, provavelmente. Mas as vezes o verde parece azul, e se eu esfregar meus olhos e fechá-los em seguida, eu vejo bolas voando de todas as cores e até rosa, que quando chega no outro olho, fica marrom.
É diferente o jeito que eu mastigo, e eu fico observando as pessoas bebendo água achando graça do bico que parece dez vezes maior visto pelo fundo do copo. Não vou negar, eu crio críticas para mim mesma e isso é tão constante e forte que chega a ser doentio, mas também penso que as vezes isso pode ser um vestígio de humildade surgindo em meio a minha vaidade. Os meus caprichos deprimem a mim mesma, e me fazem sentir a pior pessoa do mundo. Mas se eu não caprichar, me sinto um zumbi que não faz nada direito.
Agora, eu estou imaginando a quantidade de problemas que me cercam, mas de repente sinto uma onda de soluções se espalhando a meu redor como um leque. E eu as descarto. E busco com toda a minha força aquela resposta que acabei de chutar pra bem longe de mim.
Eu sou decidida, eu acho. Não tenho certeza sobre minhas opiniões e tenho quase absoluta que estou sempre errada. Penso que meu subconsciente me engana, e que, no fundo, eu esteja conscientemente certa e só não consiga admitir isso, e por que?
Costumo dizer que sou quieta e enquanto explico porque digo isso, começo a tagarelar.
Se existisse uma forma humana de representar todas as palavras, eu com certeza seria a contradição. Ou não.
Talvez eles tivessem razão quando me chamavam de estranha. Talvez eu seja mesmo anormal. Talvez eu seja diferente demais.
Talvez eu não seja nem sólido nem sopa. Talvez eu seja mesmo é louca.

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