quinta-feira, 18 de março de 2010

Confissões de uma menina má

Você pode até fingir não me ouvir e dizer que não liga, mas eu sei que quando canto uma música, você canta também. Você pode dizer que me odeia e que acha ridículo eu usar essas roupas estranhas, mas eu sei que o seu guarda-roupas esta repleto das minhas idéias que você não tem coragem de confessar. Você pode tirar com a minha cara e dizer que eu só gosto de música brega, mas eu sei que quando chega em casa é você quem corre para baixar o que eu gosto de ouvir.
Você pode sim falar mal de mim e detestar como eu nem ligo pra isso. Você pode brigar comigo e bater o pé. Você tem total direito de não gostar do meu jeito, mas eu tenho total direito de ser assim.
Eu sei que você me acha chata e pensa que eu só quero aparecer, mas eu nunca disse que era legal e aparecer é só uma questão de ponto de vista. Você fala como se eu fosse qualquer uma, mas sabe que não sou. Porque quando você olha pra mim, eu estou vivendo a minha vida. E eu sei que isso te incomoda. Incomoda mais ainda, porque você tem plena consciencia de que eu nem ligo se você mostrou a lingua pra mim, nem me importo se você riu da minha cara quando eu tropecei, porque eu ri também. Então não finja que sou eu a errada aqui se é o seu pé que está no meu caminho. Não venha me dizer que eu sou a menina malvada que te difamou e que você é só mais uma vítima  porque, se eu quiser, eu posso mesmo ser má, e posso mesmo fazer de você uma vítima. E se ser assim; se ser eu mesma sem ter que ligar pra sua crítica é ser má, então eu sou má mesmo.
Porque você sabe que enquanto diz me odiar, está só fazendo média. Você sabe que eu posso perder pra você, mas que meu sorriso debochado você não tira de mim. Você e eu sabemos, que essa sua cara de quem não gostou é só porque eu gostei.
Você pode ganhar de mim e sabe que pode, mas não consegue. Você pode usar o meu tom vermelho de batom, mas não tem peito pra isso.
Você pode me jogar de um penhasco também, mas você sabe que eu vou apenas rir e dizer que adoro voar.
Você pode até mesmo me matar, no final das contas, mas vai pirar de raiva quando eu debochar de você e dizer E daí? eu vou pro céu mesmo.

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