segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Heartstone

Primeiro vem a rocha, dura, consistente, sólida. A rocha que, com o tempo e com a agua, vai se desgastando e conforme os baques que vêm, ela se transfoma em pedra.
Pedras pequenas, médias e grandes. Estas que também não duraram muito tempo.
Estas que foram de grãos à partículas, peneiradas, comprimidas, transformadas em areia, reduzidas ao pó.
Mas isso é a analise de uma pedra, que é dificil de se despedaçar, praticamente impossivel de se destruir.

E agora eu penso, de quantas formas pode-se partir um coração?
Em quantos pedaços pode-se dividi-lo?
E, mesmo depois de desmantelado, despedaçado, desorientado e em farelos..ainda assim, ele consegue se repartir uma vez mais.
Então, quantos grãos de areia são precisos para preencher um coração? Quantas estrelas no céu?
Talvez nem areia e nem estrela, somadas, conseguiriam juntar as migalhas que esse orgão deixa cair.

E, no momento, poderia o meu partir-se novamente?



Talvez já nem haja mais divisão.

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