sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Alucinação de estação

No verão eu sou criança, sou menina, sou mulher num único dia de sol.
No inverno eu sou estranha, sou boneca de pano com longas tranças, sou o vento e o tempo.
No outono eu sou lembrança, toda a sinfonia de uma dança, toda a graça de uma folha.
Na primavera eu sou canção, um ritmo desconhecido como um borrão, e um cheiro de flor de estação.
De noite e de dia, eu sou como a fantasia dominando meu coração.
De um jeito ou de outro, no meu conhecimento eu sou somente como um instrumento.
Mas na minha imaginação eu sou apenas uma transição da realidade para a ficção. Será isso então, alucinação de estação?

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