quinta-feira, 25 de junho de 2009

Eu gosto da luz. Gosto da claridade, do sol. Mas a não-cor me deixa solta, para eu poder pintar o mundo do meu jeito. Para poder ver o que as nuvens esconderam de mim.
A escuridão me tira do transe, não ofusca o brilho natural do mundo, não me engana e não ilumina apenas o que se quer iluminar, ocultando aquilo que se quer ocultar. A escuridão ma dá clareza para pensar, me permite ver as estrelas, exergá-las e segui-las; me traz de volta à superficie.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Todo o centro

Todos os dias, meses e anos. Todas as festas, comidas e besteiras. Todas os amigos, parentes e agregados. Todas as bebidas, risadas e fotos. Todos os tombos, tropeções e escorregões. Toda a história e a existência, partes da vida e as idiotices. Sorvetes, balões e bexigas. Avós, primos e tias. Sorrisos, brigas e alegrias. Batidas, amigas e calcinhas. Tapas, beijos e brincadeiras. Mas tudo com sua beleza. Todo o equilíbrio, a força e o desastre. Todos os vidros, taças e porcelanas. Todos os dedos, bochechas e barrigas. As dancinhas, cantorias e patifaria. Os cabelos, os olhos e o nariz. O vento, a folha e por que não a raiz? De dentro pra fora, e de fora pra dentro ... o que há de errado em ser o centro?